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Diagnóstico

Diagnóstico da assimetria craniana: como saber se o bebê precisa de tratamento

O diagnóstico da assimetria craniana é feito principalmente no exame clínico: o profissional olha a cabeça do bebê de vários ângulos, examina o pescoço e mede o crânio. As medidas, como o índice craniano e o CVAI, mostram o grau e ajudam a acompanhar a evolução. Exames de imagem são raros e ficam para quando há suspeita de craniossinostose.

Profissional medindo a cabeça de um bebê com um paquímetro enquanto a mãe segura o bebê no colo
A medida da cabeça com paquímetro, um dos métodos usados na consulta.
Como é feito

Como é feito o diagnóstico da assimetria craniana

Na grande maioria dos casos, o diagnóstico é clínico. A diretriz do Congress of Neurological Surgeons recomenda o exame físico e diz que exames de imagem raramente são necessários (CNS, 2016).

Na consulta, o profissional olha a cabeça de cima, de frente e de lado, observa a posição das orelhas e da testa, examina o movimento do pescoço e confere o perímetro da cabeça na caderneta. Com isso ele diferencia a assimetria posicional, muito comum, da craniossinostose, rara.

Depois vêm as medidas. Elas não fazem o diagnóstico sozinhas, mas mostram o grau e permitem comparar a cabeça ao longo do tempo. A decisão sobre o tratamento considera também a idade, a evolução e a presença de torcicolo.

Pediatra observando de cima a cabeça de um bebê sentado no colo do pai
Passo a passo

Etapas do diagnóstico, do primeiro sinal à conduta

O caminho do diagnóstico costuma ter quatro etapas. Quanto mais cedo ele começa, mais opções de tratamento ficam abertas.

  1. Observar em casa

    Fotos de cima e o teste do espelho ajudam a perceber o achatamento.

    Primeiras semanas
  2. Consulta com o pediatra

    Exame da cabeça, do pescoço e do perímetro cefálico.

    Consulta de rotina
  3. Medidas da cabeça

    Paquímetro ou escaneamento 3D registram o grau da assimetria.

    Quando há achatamento
  4. Definição da conduta

    Cuidados em casa, fisioterapia, órtese ou encaminhamento ao neurocirurgião.

    Conforme o resultado
Métodos de medição

Como a cabeça do bebê é medida

Os métodos vão do exame visual ao escaneamento 3D. O escaneamento 3D e a medida com paquímetro são os mais usados para acompanhar a evolução; a tomografia fica reservada para a suspeita de craniossinostose.

Métodos usados para medir a assimetria craniana
MétodoComo funcionaRadiaçãoQuando é usado
Exame clínicoO profissional observa a cabeça de vários ângulosNãoSempre, é a base do diagnóstico
PaquímetroCompasso de pontas arredondadas mede comprimento, largura e diagonaisNãoConsultas e acompanhamento
Fotografias padronizadasFotos de cima, no mesmo ângulo, comparadas ao longo do tempoNãoAcompanhamento em casa e na clínica
Escaneamento 3DCâmeras registram a forma da cabeça em 3D em poucos minutosNãoMedidas precisas e fabricação da órtese
Radiografia ou ultrassomImagem das suturas do crânioRadiografia, simDúvida sobre sutura fechada
Tomografia 3DImagem detalhada dos ossos e das suturasSimConfirmar craniossinostose e planejar a cirurgia

Com base na diretriz do Congress of Neurological Surgeons (CNS, 2016).

No laudo

As medidas que aparecem no laudo

Quatro medidas aparecem com frequência nos laudos de assimetria craniana. Cada uma responde a uma pergunta diferente sobre o formato da cabeça.

Índice craniano

Largura dividida pelo comprimento. Mostra se a cabeça está larga ou estreita.

CVAI

Diferença entre as diagonais em porcentagem. Mostra quanto a cabeça está torta.

Diferença das diagonais

A mesma comparação em milímetros, também chamada de CVA.

Perímetro cefálico

A volta da cabeça, comparada com a curva de crescimento da caderneta.

Entender os graus e as faixas de cada medida

Perguntas dos pais

Perguntas frequentes sobre o diagnóstico

Como é feito o diagnóstico da plagiocefalia?

O diagnóstico da plagiocefalia é clínico: o profissional olha a cabeça do bebê de cima, de frente e de lado, observa orelhas e testa e examina o pescoço. Depois, mede a cabeça com paquímetro ou escaneamento 3D para registrar o grau. Exames de imagem só entram quando há suspeita de craniossinostose.

O bebê precisa fazer tomografia para diagnosticar a assimetria?

Na maioria dos casos, não. A assimetria posicional é diagnosticada no exame clínico, e a diretriz do Congress of Neurological Surgeons diz que exames com radiação geralmente não são necessários. A tomografia fica para quando o exame sugere craniossinostose, para confirmar a sutura fechada e planejar a cirurgia.

Com quantos meses dá para diagnosticar a assimetria craniana?

O achatamento pode ser percebido já nas primeiras semanas, e o pediatra examina a cabeça desde as primeiras consultas. A fase em que a assimetria posicional é mais comum vai de 2 a 4 meses. Quanto mais cedo ela é identificada, mais simples tende a ser o tratamento.

Quem faz o diagnóstico da assimetria craniana?

O pediatra costuma ser o primeiro a identificar e diferenciar a assimetria posicional da craniossinostose. O fisioterapeuta pediátrico avalia o pescoço e o grau da assimetria, a clínica de órtese faz medidas detalhadas, e o neurocirurgião pediátrico confirma ou afasta a craniossinostose quando há suspeita.

O escaneamento 3D é obrigatório?

Não. O escaneamento 3D é um exame rápido e sem radiação que registra o formato da cabeça com precisão, e é muito usado para acompanhar a evolução e fabricar a órtese craniana. Mas o diagnóstico pode ser feito no exame clínico e com paquímetro. O profissional indica o escaneamento quando ele muda a conduta.

As medidas da cabeça definem o tratamento?

Elas ajudam, mas não decidem sozinhas. O índice craniano e o CVAI mostram o grau da assimetria, e as faixas orientam a conversa. A decisão considera também a idade do bebê, a evolução nas últimas semanas, a presença de torcicolo e a rotina da família, sempre com o profissional.