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Cirurgia de craniossinostose: quando é indicada e como é a recuperação

A cirurgia de craniossinostose libera o crescimento da cabeça quando uma ou mais suturas do crânio fecham antes do tempo. Ela é o tratamento da craniossinostose, não da assimetria posicional, e costuma ser feita no primeiro ano de vida pelo neurocirurgião, muitas vezes com o cirurgião craniofacial. As técnicas mais usadas são a cirurgia endoscópica, seguida de capacete, e a remodelação aberta.

  • Só para craniossinostose
  • Em geral no primeiro ano
  • Feita pelo neurocirurgião

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A indicação e a cirurgia da craniossinostose são feitas pelo neurocirurgião pediátrico.

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Indicação

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia é indicada para a craniossinostose, o fechamento precoce de uma sutura do crânio. Na assimetria posicional, ela praticamente nunca é indicada (AAP, 2011).

Quando uma sutura fecha cedo, a cabeça não consegue crescer naquela direção e muda de formato. A cirurgia abre ou remodela a região para devolver espaço ao crescimento do cérebro, evitar a pressão aumentada dentro da cabeça e corrigir o formato.

Já a plagiocefalia e a braquicefalia posicionais são tratadas sem cirurgia: com reposicionamento, fisioterapia e, nos casos moderados e graves, com a órtese craniana.

Neurocirurgião pediátrico explicando aos pais, num modelo de crânio, qual sutura está fechada
Técnicas

Técnicas de cirurgia de craniossinostose

As duas técnicas mais usadas são a cirurgia endoscópica, para bebês mais novos, e a remodelação aberta, para bebês mais velhos ou casos complexos. A escolha depende da idade, da sutura e da experiência da equipe.

Comparativo entre a cirurgia endoscópica e a remodelação aberta
CaracterísticaCirurgia endoscópicaRemodelação aberta
Idade mais comumEm geral até cerca de 6 mesesComumente entre 6 e 12 meses
Como é feitaPequenos cortes, com câmera, para retirar a sutura fechadaAbertura maior para remodelar os ossos do crânio
SangramentoMenorMaior; a transfusão é frequente
InternaçãoMais curtaMais longa
Depois da cirurgiaCapacete por alguns meses para guiar o crescimentoAcompanhamento sem capacete na maioria dos casos

Com base em séries de casos de centros de cirurgia craniofacial; não há estudos comparando as técnicas por sorteio.

Bebê de cerca de 3 meses dormindo no colo da mãe na sala de espera do hospital
Momento

Idade ideal para a cirurgia de craniossinostose

A cirurgia costuma ser feita no primeiro ano de vida. A técnica endoscópica depende de o bebê ser operado cedo, enquanto a cabeça cresce rápido; por isso o diagnóstico precoce faz diferença.

Na cirurgia endoscópica, o capacete usado depois aproveita o crescimento rápido para corrigir o formato. Numa série americana, a idade média na cirurgia endoscópica foi de 3 meses. Quando o diagnóstico vem mais tarde, a remodelação aberta é a opção mais comum.

Ao perceber um formato diferente desde o nascimento, uma crista sobre o crânio ou a testa em triângulo, procure o neurocirurgião pediátrico sem demora.

Passo a passo

O que acontece antes da cirurgia

A preparação envolve confirmar o diagnóstico, planejar a técnica e preparar o bebê e a família.

  1. Avaliação

    O neurocirurgião examina o bebê e confirma a suspeita.

    Consulta
  2. Exames de imagem

    Tomografia ou outros exames mostram qual sutura fechou.

    Planejamento
  3. Avaliação genética

    Quando há sinais de síndrome, o geneticista participa.

    Se indicado
  4. Preparo

    Consulta com o anestesista, exames de sangue e orientações à família.

    Dias antes
Pós-operatório

Como é a recuperação da cirurgia

A recuperação costuma ser mais rápida na técnica endoscópica e mais longa na remodelação aberta. A equipe orienta cada etapa.

Internação

Mais curta na endoscópica e mais longa na cirurgia aberta, às vezes com UTI.

Inchaço

Inchaço no rosto e nas pálpebras é comum nos primeiros dias após a cirurgia aberta.

Capacete

Depois da endoscópica, o bebê usa capacete por alguns meses.

Retornos

Consultas para acompanhar a cicatrização, o formato e o crescimento.

Rotina em casa

Cuidados com o curativo, o sono e o banho, conforme a orientação.

Acompanhamento

Revisões ao longo da infância, sobretudo nos casos com síndrome.

Segurança

Riscos da cirurgia de craniossinostose

Como toda cirurgia, a de craniossinostose tem riscos, como sangramento, necessidade de transfusão e infecção. Eles são menores na técnica endoscópica e são explicados pela equipe antes da operação.

Nos casos ligados a síndromes ou com várias suturas fechadas, pode ser preciso mais de uma cirurgia ao longo da infância. O acompanhamento com o neurocirurgião continua depois da operação.

Converse com a equipe sobre a experiência do serviço, a técnica indicada para o seu bebê e como será o pós-operatório. Veja os neurocirurgiões pediátricos do diretório.

Para levar à consulta

Perguntas para a equipe

  • Qual técnica é indicada e por quê?
  • Quanto tempo de internação?
  • Vai precisar de capacete depois?
  • Quais são os riscos no caso do meu bebê?
  • Como serão os retornos?
Perguntas dos pais

Perguntas frequentes sobre a cirurgia de craniossinostose

A cirurgia de craniossinostose é perigosa?

Como toda cirurgia, ela tem riscos, como sangramento, transfusão e infecção, que são explicados pela equipe antes da operação. Os riscos são menores na técnica endoscópica. Feita por equipes experientes e no momento certo, a cirurgia tem bons resultados e evita a pressão aumentada dentro da cabeça.

Quanto tempo dura a cirurgia de craniossinostose?

A duração varia conforme a técnica, a sutura envolvida e o caso do bebê. A cirurgia endoscópica costuma ser mais curta que a remodelação aberta, que remodela uma área maior do crânio. A equipe informa o tempo previsto na consulta de preparo e mantém a família informada no dia.

O bebê precisa usar capacete depois da cirurgia?

Depende da técnica. Depois da cirurgia endoscópica, o capacete é parte do tratamento e é usado por alguns meses para guiar o crescimento da cabeça. Depois da remodelação aberta, a maioria dos bebês não precisa de capacete. A equipe que operou indica e acompanha o uso.

Com quantos meses se opera a craniossinostose?

Em geral, no primeiro ano de vida. A cirurgia endoscópica costuma ser feita em bebês mais novos, até cerca de 6 meses, e a remodelação aberta é mais usada entre 6 e 12 meses ou em casos complexos. O momento exato é definido pelo neurocirurgião para cada bebê.

O plano de saúde cobre a cirurgia de craniossinostose?

A cirurgia de craniossinostose é um procedimento médico com indicação clínica, e os planos de saúde costumam cobri-la conforme o contrato e as regras da ANS. O capacete pós-operatório pode gerar mais dúvidas. Peça à equipe o laudo completo e veja os guias de custos e cobertura do portal.

A cicatriz da cirurgia fica aparente?

Na cirurgia endoscópica, os cortes são pequenos. Na remodelação aberta, o corte costuma ser feito de uma orelha à outra, por cima da cabeça, e fica escondido pelo cabelo na maioria das crianças. A equipe explica onde será o corte e como cuidar da cicatrização.

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Guias sobre custos e cobertura